O amanhã que nunca chega: porque sua marca continua fraca
A gente acredita em transformação de marca. Costumo dizer que somos missionários, antes de ver um produto, vendemos uma ideia. Mas sejamos claros: nem todo mundo realmente quer isso. É bonito falar em mudar, mas mudar exige esforço, visão, cultura e, principalmente, coragem. E coragem não se compra no Google Adwords.
Hoje vemos muitos eventos que prometem “transformação”. Desde que os transformadores paguem uma cota de patrocínio ou são amigos de organizadores. Palestras cheias de frases feitas, painéis com palmas fáceis. Quando aparece alguém disposto a falar de transformação— aquela que exige repensar negócio, cultura e posicionamento — a agenda magicamente fica mais estreita.
Ser pequeno não serve para justificar falta de preparo
E o mercado? Muitos negócios querem crescer, mas quase sempre procuram o caminho fácil e falsamente verdadeiro do curto prazo. O discurso é: “Vamos vender agora, o resto a gente vê depois”. Construir e fortalecer marca fica para amanhã. Só que esse amanhã nunca chega.
Um ponto aqui fundamental: preparação. No Brasil ainda é comum ver empreendedores com pouca qualificação, pouco senso crítico e referências rasas. Isso limita o tamanho dos negócios. Porque não é a estrutura pequena que define a mentalidade pequena. Em outros países, pequenas empresas são ajeitadas, sérias, preparadas. E é por isso que conseguem crescer. Aqui, muitas vezes, a desculpa do “somos pequenos” serve apenas para justificar a falta de preparo.
Hora de abandonar o sítio com luz
Por fim, formação e atitude. Grande parte do empreendedorismo nacional ainda é reativo: empreender por necessidade, acomodado, sem intenção de profissionalizar. Não é vergonha começar assim, mas é suicídio estratégico permanecer assim.
Transformar marca é transformar negócio. E isso incomoda. Porque exige abandonar o "sítio com luz", abrir mão da miopia do curto prazo e encarar de frente a pergunta que dói: queremos mesmo mudar, ou só queremos parecer um pouco mais modernos?
Na Evolgo, escolhemos trabalhar com quem quer de verdade. Porque só assim a desigualdade de marca acontece — e ela é o único caminho para fugir do mar dos ordinários.
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